Quatro Regras e Outras Dicas para Prender Molduras

 

Como pendurar quadros na parede

Sem dúvidas os quadros são peças fundamentais na decoração do seu lar, porém eles necessitam de cuidados e algumas regras para garantir seu sucesso.

Primeiramente deve-se observar a altura dos móveis e do teto, não é necessário centralizar o quadro de acordo com esses dois componentes, mas que mantenha o equilíbrio da posição. O posicionamento geralmente é ao nível da linha do olhar, 40 cm acima de um móvel aproximadamente e 1,70m acima do nível do chão.

Após selecionar o local desejado, meça com uma régua onde será colocado para que não fique torto, e caso coloque mais de um quadro, coloque-os no chão e veja exatamente qual a distância você quer entre um e outro.

Se você optar por furar a parede, use pregos de aço ou parafusos tamanho 6, pois fazem um furo menor e danificam menos a parede.

pregos prender quadros

Existem 4 regrinhas que facilitam a fixação dos quadros, são elas:

1 REGRA

Harmonizar o quadro com o ambiente.

2 REGRA

Buscar a altura ideal para uma melhor visibilidade.

3 REGRA

· Não preencher uma parede pequena com grande volume de quadro e vice-versa.

4 REGRA

· E colocá-lo em um local iluminado para não precisar de luz artificial (a não ser que seja o seu desejo).

Dicas para não errar na hora de pendurar um quadro

Existem inúmeros estilos de quadros, que variam de tamanhos, molduras, texturas entre outros. E para que esse elemento seja valorizado no seu ambiente, algumas dicas devem ser seguidas.

1 Não combine os quadros com a tapeçaria.

2 Verifique antes de furar se não há um cano de água ou eletricidade passando no local.

3 Combine alguma cor do quadro com outro objeto de decoração do ambiente.

4 Verifique se realmente há necessidade de um quadro no local, evitando uma poluição visual.

5 Um ambiente com estilo moderno combina com pinturas abstratas e “clean”.

6 Adeque a pintura do cômodo com o quadro.

6 Os quadros de molduras côncavas combinam com pinturas em perspectiva.

7 Já os de molduras convexas dão certo com quadros sem profundidade.

8 Os quadros de desenhos e artes menos rebuscadas dispensam moldura.

 

Fixação de quadros na parede

Uma dica importante é utilizar os pregos quando os quadros não forem muito pesados, porém se deseja firmeza na fixação e um suporte de carga maior, tem-se usado muito o bateprego. Já as buchas e parafusos são usado em paredes de blocos de tijolos onde o prego não tem resistência.

Porém há um problema em relação a perdurar um quadro, devido ao estrago que o prego/parafuso pode causar, pois muitos locais alugados não permitem que fure a parede. Por isso, quem deseja mesmo assim colocar seu quadro para complementar a decoração, temos a solução:

· Utilize massa adesiva se deseja pregar pôsteres ou molduras leves.

· A fita dupla face de espuma é uma ótima opção para molduras mais pesadas, pois a cada 15cm dela 500g do quadro é suportada.

· Já a fixação com velcro, onde uma fita é colada na parede e a outra no quadro suporta até 500g.

· Os ganhos adesivos suportam muito bem os quadros, o peso vai depender da quantidade que você usar.

· Coloque na parte destinada ao prego um fecho metálico adesivo, assim é só colocá-lo na parede e pendurar.

· Outra dica é criar um suporte, pode ser até com paletes de madeira, e perfura-los para fixar seus quadros. Depois é só apoiá-los em algum móvel, criando um ambiente mais rústico e sustentável.

· Você pode também passar fios, tipo barbante, por sua parede (pregados com fitas adesivas), assim você estará criando um mural de fotos ou de quadros leves sem molduras.

 

Mas não deixe de abusar da criatividade, utilize escadas, móveis, prateleiras entre outros para colocar também o quadro que tanto deseja, mas que não pode ser pregado na parede, tudo é válido desde que não carregue o ambiente.

Faça a decoração com cautela e de acordo com o restante da sua casa, assim os quadros trarão um ar mais sofisticado e um toque especial. Além de eles representarem seus gostos pessoais e te fazer sentir melhor dentro do seu próprio ambiente. Siga as dicas e boa sorte na decoração da sua casa!

Roma Antiga

INTRODUÇÃO

HISTÓRIA DA ROMA ANTIGA

Roma, desde seu início, carrega muitos mitos e lendas. O primeiro deles é exatamente o nascimento da cidade.

A capital italiana tem como ano de seu nascimento 753 a C. Entretanto, a data exata ainda mantém dúvidas, pois os escritos são de cerca de 500 anos após a data do nascimento.

A história mais tradicional é o mito de Rômulo e Remo, filho de Reia Silvia e do deus Marte. A gravidez de Reia foi indesejada, pois ao sair da cidade um certo dia, ela adormeceu às margens do rio e foi quando Marte à passeio a viu e deitou-se com ela.

A gravidez de Reia não foi muito satisfatória para o seu tio Amúlio que acabara de tomar o trono e , para não deixar herdeiros, decide jogar os dois meninos em um cesto no rio Tibre.

O cesto em que os meninos foram postou parou em uma das margens e uma loba se tornou “mãe” dos garotos e os amamentou.

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Após os cuidados da loba, um pastor encontrou os meninos próximos a uma caverna e os leva para cuidar deles. O sedimento dos irmãos nos campos foi envolvido por muita caça e muita pesca, habilidades importantes na época.

Ao chegar na fase adulta, eles decidem voltar a Alba Longa para destronar seu tio Amúlio e criar um novo reino. Eles matam o tio e buscam construir um novo império.

Na busca dessa construção, Remo deseja que a nova cidade seja sobre a colina de Aventino e Rômulo queria sobre o Palatino e que se chamaria Roma. Vale lembrar que todos os dois montes ficam nas sete colinas de Roma.

A discussão entre os irmãos acabou com a morte de Remo e a fundação de Roma por Rômulo.

3. ESCULTURAS

Antes de falarmos um pouco sobre a arte e a escultura romana, é importante falar que os romanos se basearam muito nos gregos e nos etruscos como inspiração para suas obras.

Os gregos buscavam a perfeição em cada uma de suas esculturas, pinturas. A influência helenística impactou fortemente as esculturas romanas, entretanto os romanos procuraram manter traços mais fortes da realidade, mesmo bebendo da fonte grega.

A preocupação romana em caracterizar a realidade mantendo a beleza também pode ser vista na arquitetura, especialmente nos relevos.

As duas maiores criações de relevo foram a Coluna de Trajano e a Coluna de Marco Aurélio.

A Coluna de Trajano foi construída no século I da era cristã e os relevos demonstram as lutas do exército romana na Dácia. A descrição história da Coluna faz dela uma espécie de relato mais fiel da realidade das batalhas.

A segunda Coluna (Marco Aurelio) também descreveu um cenário de guerra, mas na Alemanha do Norte. É muito interessante ver como a história vai se gravando pouco a pouco em tudo que o ser humano faz.

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Um detalhe bem interessante é que no período próximo à decadência do império, a arte romana se tornou menos poderosa, por conta de brigas internas (corrida pelo poder) e por pressão externa dos bárbaros que começaram se tornar extremamente fortes.

4. ARQUITETURA

A arquitetura do império romano construiu muitos monumentos que até hoje fazem parte da história da humanidade, da história da Itália e de regiões próximas.

Em relação à arquitetura, as ideias dos etruscos ajudaram muito os romanos na criação de suas mais diversas obras, principalmente o uso de arcos e abóbodas. Esse tipo de estrutura permitiu ampliar espaços internos das construções.

Uma outra inovação interessante foi na entrada dos templos. Os romanos mudaram o estilo dos gregos e colocaram a entrada dos templos com escadarias e um pórtico.

Esse tipo de infraestrutura permitiu que as entradas dos templos fossem diferentes dos outros lados.

CURIOSIDADE!! O concreto romano era diferente do de outros povos, eles usavam a pozolana como uma das matérias para compor as construções. Pozolana é uma espécie de massa vulcânica que tinha/tem na Itália e deu muito resistência às construções.

VOLTANDO

PANTEÃO

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O Panteão é um dos maiores monumentos criado pelos romanos. A palavra Panteão nasce da junção de duas palavras que criam a expressão: lugar para todos os deuses.

Fazendo um parêntese

Roma vivia o politeísmo como fonte de religiosidade. As influências dos povos anteriores marcaram a religiosidade em Roma.

Nesse período, Roma fazia diversos festivais e eventos em homenagem aos deuses, mas em especial Jupiter (pai dos deuses), Minerva (deusa da arte) e Marte (deus da guerra).

Outra forma de cultuar os deuses era através de cultos e oferendas nos lares, uma espécie de santuário em casa. A expressão “LAR” é o nome do tipo de deus que era cultuado em casa. Além disso, existiam os sacrifícios que as pessoas deixavam aos deuses (ex.: fígado, estômago etc.).

PARÊNTESE FECHADO

A construção do Panteão veio no reino do imperador Augusto, por meio do seu braço direito, Marcos Agripa (nome estampado na frente do antigo templo). Entretanto, o Panteão não tinha a aparência atual que só foi atualizado no reinado de Adriano no século II d.C.

O Panteão apesar de ter nascido para cultuar todo tipo de deuses foi mantido como um templo católico depois que Roma se tornou oficialmente católica. Um fator muito interessante é que por ser um templo religioso o Panteão foi conservado nas invasões bárbaras.

Após a transformação em templo católico, o Panteão também serviu para ser mausoléu para personagens muito importantes na história antiga, entre eles: Raffael (pintor), Annibale Caraci (pintor), Vittorio Emanuelle II e Umberto I (reis).

Um outro fator bastante interessante é a forma na qual foi construído a cúpula (também chamada de rotunda). A cúpulo e o óculo (espaço aberto no teto do prédio) foram feitos de estruturas de madeiras com revestimento de materiais mais resistentes.

A parte central na cúpula foi mantida aberta como uma forma de comunicação com os deuses e para que os astrólogos pudessem estudar as mais diversas constelações. Outra função, e provavelmente a mais importante, foi que a rotunda serviu como um alívio ao peso do teto e assim a construção pode se manter em pé.

Em relação à construção dessa cúpula, vale observar que à medida que os romanos iam chegando a parte mais acima, o material ia sendo alterado para ficar cada vez mais leve. Outro fator contribuiu para a sustentação do peso foi o design empregado na parte interna que permitiu usar menos concreto do que deveria.

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O nosso próximo grande monumento é o Coliseu.

COLISEU

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O Coliseu é talvez o maior símbolo da Roma antiga. Os primeiros passou desse monumento chama atenção.

O Coliseu nasceu após o imperador Vespasiano destruir os jardins de Nero e construir o anfiteatro Flávio (como foi conhecido o Coliseu no seu nascimento). A ideia do imperador ao construir era desfazer do egoísmo de Nero e dar algo ao povo de roma.

A construção do Coliseu foi financiada com a venda de objetos sagradas que os romanos saquearam da invasão de Jerusalém.

A acumulação desses bens permitiu construir um espaço para abrigar 50 mil pessoas com uma altura de aproximadamente 12 andares. Toda essa suntuosidade nada mais foi que uma demonstração da força, poder econômico e bélico de Roma.

Um detalhe sobre a construção do Coliseu é que ele também era separado de uma maneira parecida com os estádios atuais, por classes de acordo com a visão que se tinha da arena.

Na verdade, a forma é bem parecida com os estádios de futebol. A divisão era feita da seguinte forma: 1- Os imperadores vinham na parte mais próxima às batalhas; 2 – Os senadores que vinham próximos ao imperador na sua lateral; 3 – Os guerreiros mais importantes do império; 4- Plebeus livres; por fim 5 – Mulheres e escravos.

Um detalhe sobre a infraestrutura é que as partes inferiores tinham muitas câmaras que serviam para criação de diversos ambientes (entrada de animais como leões, onças, rinocerontes etc.) nas arenas ou transportar os guerreiros. Além disso, tudo isso era feito por meio de elevadores manuseados por força humana.

Vamos falar um pouco sobre as batalhas e os guerreiros?

As famosas batalhas do Coliseu não começaram com a inauguração deste excelente ambiente. As primeiras lutas desses lutadores que marcaram a história foram no ano 280 a. C.

Mas de onde será que veio a palavra Gladiador? A palavra gladiador adveio de um estilo de espada que era usada nas batalhas romanas, a gladius.

Houve uma questão que nos intrigou enquanto escrevíamos esse artigo: quais foram os gladiadores mais conhecidos da história de Roma? (A nossa fonte para essa curiosidade foi o site Listverse).

Entre os mais conhecidos vamos mencionar 4 deles, aliás 5, pois dois dos comentados lutaram entre si, vejamos.

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1 – Carpophorus

Esse espetacular gladiador foi conhecido por sua força bestial, isto é, sua capacidade em matar animais. Ele ficou conhecido por que em um dia na arena, ele matou um urso, um leopardo e um leão no mesmo dia. Além disso, outro dia ele conseguiu derrotar um rinoceronte.

2 – Priscus e Verus

Muitas pessoas acreditam que todos os combates na arena do Coliseu resultavam em morte, mas essa informação não é verdadeira. Existiam empates e até mesmo o imperador mandava parar. Um desses casos aconteceu com Priscus e Verus.

A luta entre os dois durou horas e ao final os dois se ajoelharam e abaixaram a espada em sinal de respeito mútuo. Os dois receberam o prêmio rudis (uma espada de madeira que dava a liberdade aos lutadores).

3 – Criso ou Crixus

Criso foi um lutador notável em sua época, ganhou diversas batalhas e foi considerado um dos maiores guerreiros. Ele também foi o braço direito de outro grande guerreiro (que falaremos abaixo) em uma revolução contra Roma.

4 – Espártaco

Por fim, deixamos o melhor para o final. Espártaco sem dúvida foi o guerreiro mais reconhecido da Roma antiga. Ele liderou a Terceira Guerra Civil Servil. Ele foi vendido para um dono de uma espécie de quartel que treinava gladiadores. Esse evento tornou Espártaco um guerreiro cheio de experiência.

A partir de todos os acontecimentos que foram se acumulando na vida do guerreiro, ele resolveu se rebelar contra o seu dono e montou um exército que chegou a 70 mil homens. Roma tentou por diversas vezes derrotas esses homens, mas a experiência de batalha fez os espartanos resistirem bravamente às investidas dos romanos.

VOLTANDO, DE NOVO!!!

AQUEDUTOS

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Os aquedutos romanos ficaram famosos na história humana, pois foram construções que revolucionaram o controle do homem sobre a água corrente. O sistema de aquedutos romanos era composto por 11 aquedutos e alguns deles eram enormes, pra se ter uma noção a soma das extensões chegava à 416 km.

O princípio básico para criação dessas estruturas era extrair água dos locais mais altos e transportá-los por meio de pequenas inclinações até o local mais baixo. Após a chegada na cidade, a água era direcionada para reservatórios e após isso para a casa dos ricos e para as termas.

O aqueduto romano também dependia de bastante manutenção para que a água não ficasse represada por incrustações, além de necessitar de reparo contra quebras.

PINTURAS

A Roma antiga também produziu um número considerável de pinturas e com materiais variados. Entretanto, pode-ser perceber que as pinturas queriam somente retratar o lugar ou algumas pessoas e não se preocupavam com a natureza criativa.

As principais técnicas de pintura dos romanos adveio dos gregos, sendo assim pode-se dizer que a pintura romana é praticamente um braço da pintura grega.

No século XIX, a pintura romana foi classificada em quatro estilos. O primeiro retratava o período republicano e imperial até 27 a.C., aproximadamente.

O primeiro estilo foi bastante simples e era chamado de incrustação. A incrustação era uma espécie de tintura sobre mármores ou tijolos a fim de dar efeitos tridimensionais.

O segundo estilo expandiu o que antes era só em tijolos e mármores para colunas e espaços que dessem a impressão de profundidade e, por conta disso, de realidade.

O terceiro estilo procurou criar mais detalhes nas pinturas e enriquecer a pintura com diversos elementos ao mesmo tempo que adicionavam elementos da vida cotidiana como o campo, gados e etc.

Por fim, o último estilo foi a união de todos eles mármores, pinturas, riqueza de detalhes e com adição de painéis com deuses míticos.

MOSAICOS

O mosaico romano era construído com tesselas, um tipo de peça cúbica formada por rocha, calcário, vidro e cerâmica. Essas peças eram elaboradas nas mais diferentes cores para que o artista pudesse uni-las e fazer o formato que queria, isso era feito com uma espécie de “cimento”.

Os cubos eram feito após os materiais serem cortados em lâminas, depois tiras e por fim cubos. Essas misturam também poderiam conter ouro ou prata, mas nesse caso deveria haver uma junção com vidro e depois ir ao forno.

ESPERO QUE TENHAM GOSTADO DE NOSSO POST DE HOJE. DEIXE SEU COMENTÁRIO ABAIXO

http://listverse.com/2013/04/02/10-famous-gladiators-from-ancient-rome/

http://www.infoescola.com/historia/aquedutos-romanos/

https://www.youtube.com/watch?v=AGG-KI0WtmI

http://www.labeee.ufsc.br/~luis/ecv5644/aqu.pdf

http://www.todamateria.com.br/pintura-romana/

http://www.momentosdehistoria.com/MH_03_04_01_interest.htm

A VIDA DE PABLO PICASSO E 2 LIÇÕES MARAVILHOSAS QUE APRENDI COM ELE

A VIDA DE PABLO PICASSO E 2 LIÇÕES MARAVILHOSAS QUE APRENDI COM ELE

Vida e Obra de Picasso

Pablo Ruiz Picasso se destacou por ser um grande pintor do século XX e que transformou a forma de pensar a arte por sua não tradicionalidade. O talento dele foi demonstrado desde o começo de sua vida. Picasso seguiu em parte o talento de seu pai que era professor de arte e um pintor, mas tinha um forte apreço pela tradição da arte o que geraria problemas futuros para Picasso.

O jovem pintor ganhou destaque quando com apenas 15 anos criou uma obra chamada Ciência e Caridade (essa foi a segunda publicação do instagram – caso não tenha vista procure no @artandbrush). A obra serviu como uma abertura na sociedade dos artistas, pois deu a ele um prêmio na Exposição de Bellas Artes de Madri.

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O começo da sua vida acadêmica foi bastante duro para Picasso principalmente porque achava que as aulas eram extremamente chatas e maçantes. Além disso, a sua vida em Madri ainda não tinha sido tão interessante.

No períodos de seus estudos, fez uma grande amizade com Casagemas e essa amizade gerou bastantes frutos tanto artísticamente como emocionalmente. Infelizmente, Casagemas se suicidou e Picasso pintou a obra: a morte de Casagemas. A morte de seu amigo virou uma espécie de fantasma na vida de Picasso, especialmente porque ele havia pegado amizade com a mulher que foi a causa do suicídio de seu amigo e depois a transformou em amante.

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Um outro fator fez a pintura de Picasso dar um alavancada considerável foi outros artistas que influenciariam pouco a pouco a sua pintura. Em especial alguns surrealistas que demonstraram um estilo bem interessante.

Os passos iniciais da vida de Picasso foram bastante conturbados e em especial com seu pai que foi tendo um desgosto imenso com o desapego do pintor ao classicismo da arte. Essa parte da vida do pintor me chama muita atenção, pois a perseverança de Picasso o fez o pintor mais importante do século XX, sem desmerecer qualquer outro.

# 1 – PERSEVERANÇA

A perseverança é a arte de permanecer-se firme em um propósito independente das circunstâncias. Apesar de toda discriminação por parte de sua família, ele se manteve com a chama de coisas novas em sua veia e isso o fez crescer grandemente.

Na vida empreendedora, aprendemos que permanecer em um propósito quando se tem clareza dele é um dos passos essenciais para ter êxito no que você pretende seguir na sua vida. Charles Chaplin dizia que a perseverança é o caminho para o êxito.

VOLTANDO A HISTÓRIA

Pablo sempre quis criar algo novo para a arte assim como outros pintores haviam criado. Passava em sua cabeça o questionamento de como criar algo novo e tão impressionante como uma escultura. Ele acreditava que a pintura não é somente razão e geometria, nem somente emoção visual, como achavam os impressionistas; pintura é MAGIA.

Apesar de toda esta mudança, ele buscar conserva alguns elementos dos antepassados. As mudanças, entretanto, foram ainda mais significativas que os elementos que permaneceram. Para o pintor, o quadro deveria manifestar uma realidade própria e não ser a cópia da realidade.

Uma obra desse momento foi a família Saltimbanco e isso se deveu ao fato de Picasso passar uma boa parte do seu tempo com artistas de rua e circenses. A obra mostra uma espécie de família que parece estar sempre pronta a peregrinar em busca de novas apresentações. O engraçado dessa obra é que 3 rostos estão virados para o mesmo lado com a mesma perspectiva, não dá pra saber se Picasso não quis arriscar ou se quis simplificar a obra.

Após essa mistura de sentimentos e momentos da sua vida, o pintor entra numa perspectiva gloriosa ao criar a obra Les Demoiselles D’Avignon (As moças de Avignon). Essa obra demonstrou elementos bem interessantes. Um primeiro elemento foi o novo estilo cubista forte. Segundo, mulheres que se parecem com prostitutas e que mantêm um olhar bem firme como se conhecessem o observador. Terceiro, a máscara de estilo africano.

Alguns críticos acreditam que a obra demonstra o terror que as mulheres provocam nos homens exposto pelo olhar intimidador. Nós particularmente vendo um pouco de obscuridade e de algo escondido nas mulheres, tudo isso exposto pelas máscaras.

Nessa época Pablo conhece George Braque e André Derain que deram muita colaboração na criação do Cubismo. Em especial, Picasso e Braque falavam muito das mudanças que o mundo vinha passando e isso influenciava as imagens criadas pelos dois.

A mudança de estilo criou uma grande mudança social na vida do pintor, pois o fez ascender socialmente e no mundo da arte. Ele teve condições de sair do Bateau-Lovoir, sua antiga moradia, para uma zona mais burguesa e isso deu espaço para mais criações paisagísticas. As transformações da vida de Pablo podem ser sentidas nas suas pinturas, pois cada fase foi marcada por algo diferente e isso faz mais importante entender a trajetória dele.

A criação de um novo estilo de pintura se tornou marcante na vida de Picasso, apesar de não ser a pretensão dele criar um momento de ruptura da arte através de sua arte, inclusive ele não considerava o cubismo um movimento, mas uma possibilidade de figuração. Entretanto, o amor de Pablo por tudo o que fazia o fez criar algo espetacular e diferente.

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Além de mudar a casa e o estilo, Picasso começa a se envolver com outra mulher Eva Gouel, ela era amiga de Fernande (sua ex-mulher). Um minuto para uma fofoca histórica, Eva foi uma espécie de espiã de Picasso a mando de Fernande e depois veio a se tornar sua mulher.

Chega a primeira guerra mundial e Picasso não quis participar por acreditar que era uma carnificina desnecessária. A atitude dele foi recriminada por diversos amigos e por críticos da arte da época. Por conta da guerra, a arte tem uma queda considerável e toda aquela ebulição de criação e venda de artes vai por água abaixo por um tempo.

Braque, amigo de Picasso, foi gravemente ferido durante a guerra e Picasso pinta um quadro em lembrança do amigo – “Arlequim”.

A trajetória de vida de Picasso demonstra que ele não é facilmente enquadrado em nenhum estilo em particular, mas se move livremente sem se importar como as pessoas pensam ou não ao seu respeito. Daqui eu tiro a segunda lição que vi na vida de Pablo Ruiz que podemos a cada dia ter nas nossas.

# 2 – SEJA VOCÊ MESMO

A necessidade contínua de agradar os outros faz com que a cada dia vivamos uma realidade que não é nossa e isso mata uma parte de nossa essência. A autenticidade de Picasso veio porque além de perseverar (#1) ele soube viver com todas as suas dificuldades e suas forças.

O mundo de hoje anda extremamente infeliz e boa parte disso é porque por todos os lados existem pessoas dizendo como devemos ser e como não devemos ser. À medida que caminhamos por essa trilha, vemos os sonhos indo embora, o tempo passando e nós apenas seguindo o caminho que outras pessoas esperavam de nós, mas no final das contas estamos infelizes. Então, busque fazer com o coração muito mais que por comando.

Se você quer ir além, faça diferente!

Deixo com vocês uma frase de Picasso bem interessante.

“A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.” (Picasso)

VOLTANDO!

Os anos que sucederam fez acontecer algo maravilhoso na história, quando Picasso conhece Joan Miró e compra um quadro do seu auto retrato para ajudar o pintor. Picasso se atraia profundamente pelos surrealistas e por suas criações, provavelmente por não se enquadrar em padrões.

Em 1924, Picasso que apesar de ter uma espécie de pêndulo entre os mais diversos estilos de pintura, vai a publico assumindo seu estilo cubista. A revista The Arts foi quem publicou a entrevista que o pintor assumiu o estilo e confessou com um tom “escondido” um certo surrealismo nas suas obras e ele acreditava que essas obras faziam uma crítica da realidade.

As mulheres também foram muito importantes no estabelecimento dos estilos de Picasso e nessa fase de sua vida, aparece uma nova Marie-Thérèsa. Houve uma dificuldade dessa vez, ela tinha somente 17 anos quando Picasso a conheceu. O encontro foi um tanto quanto inusitado, pois Marie saia de uma galeria e Picasso foi atrás dela e pegando no seu braço disse: nós vamos trabalhar muito juntos.

Realmente a parceria gerou frutos, um deles foi El Sueño que é um retrato de Marie em uma poltrona. Entretanto, a relação de Pablo com ela foi às escondidas, por conta de sua idade. Picasso fez de Marie uma amante.

A vida amorosa do pintor era bem movimentada e após 8 anos com a mulher e com Marie, ele conhece Dora Maar que se tornaria sua segunda amante. Ele teve que dividir seu horário com as 3 mulheres sem deixar que cada uma desse inspirações novas a ele. Foi neste contexto que ele tentou apaziguar a situação entre as 3 mulheres, especialmente com as amantes, e explicar para elas que elas deveriam aprender a conviver umas com as outras, mas a resposta não foi tão boa e que gerou um quadro famoso, Mulher Chorando.

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Nesse mesmo ano, Picasso avança em sua obra e pinta a Guernica. Esta veio a ficar famosa por ser um dos quadros mais conhecidos da história de Picasso e do século XX. A Guernica foi pintada para demonstrar o repúdio às atrocidades da guerra civil espanhola.

DETALHES DA OBRA

A obra mostra como figura central um cavalo sofrendo por todo o acontecimento. O cavalo representa o povo que sofria com os bombardeios de Guernica (cidade espanhola). A esquerda da obra está uma mulher que sofre com a perda do seu filho.

Um outro detalhe da obra é um espécie de olho que fica na parte superior, o olho demonstra algo olhando tudo isso acontecendo, esse olho pode representar Deus e como ele olhava este momento. Na parte direito do cavalo existem duas pessoas olhando todo cena com um olhar de tristeza e de surpresa com um olhar meio atônito.

Existe mais um detalhe super interessante nesta obra que é o homem ao chão. Ao lado do homem tem uma espada que representa uma espécie de luta popular e uma flor que demonstra a esperança em algo novo.

VOLTANDO A SUA BIOGRAFIA

Após os horrores da guerra, Picasso se engaja na vida política e se associa ao partido comunista. Pablo estava atento às atrocidades que vieram acontecendo naquele momento e buscou uma participação mais ativa para mudanças sociais após a guerra. A participação política criou um desgaste dele na época, mas o partido aproveitou a imagem de Picasso para tentar angariar mais seguidores.

Passado todo esse momento, Pablo descobre um novo amor, a cerâmica que descobriu em uma cidade e que o inspirou a tentar novas formas de fazer arte. As tentativas de Pablo por coisas novas o permitiram desenvolver cada vez mais seu estilo pessoal e ir além em todas as áreas de suas artes.

O final da vida de Picasso foi bastante conturbado, pois a penúltima mulher dele (Françoise) não aceitou a vida promiscua do pintor e o abandonou. O abandono deixou o pintor furioso e sem saber exatamente o que fazer, pois tinha sido a primeira vez que havia sido largado.

A quebra não esperada do relacionamento fez Pablo sofrer uma solidão muito estranha para ele, pois ele nunca esperava ser largado por uma mulher. Ainda assim, ele se casou mais uma vez para tentar cessar essa solidão.

Antes do final de sua vida, outro fator impactou bastante as pinturas e as criações de Picasso: problemas na próstata. Por conta desse problema, a vida sexual do artista ruiu e ele não sabia viver muito bem com isso. Na tentativa de compensar, ele pintou muitos quadros com temáticas sexuais e com forte apelo pelo sexo.

Por fim, a parte mais terrível da vida estava para chegar: a morte. Picasso tinha pavor desse momento, mas sabia que a qualquer momento seria a vez dele. Antes de mais nada, ele buscou expressar tanto quanto pode em seus quadros o tema da morte.