Roma Antiga

INTRODUÇÃO

HISTÓRIA DA ROMA ANTIGA

Roma, desde seu início, carrega muitos mitos e lendas. O primeiro deles é exatamente o nascimento da cidade.

A capital italiana tem como ano de seu nascimento 753 a C. Entretanto, a data exata ainda mantém dúvidas, pois os escritos são de cerca de 500 anos após a data do nascimento.

A história mais tradicional é o mito de Rômulo e Remo, filho de Reia Silvia e do deus Marte. A gravidez de Reia foi indesejada, pois ao sair da cidade um certo dia, ela adormeceu às margens do rio e foi quando Marte à passeio a viu e deitou-se com ela.

A gravidez de Reia não foi muito satisfatória para o seu tio Amúlio que acabara de tomar o trono e , para não deixar herdeiros, decide jogar os dois meninos em um cesto no rio Tibre.

O cesto em que os meninos foram postou parou em uma das margens e uma loba se tornou “mãe” dos garotos e os amamentou.

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Após os cuidados da loba, um pastor encontrou os meninos próximos a uma caverna e os leva para cuidar deles. O sedimento dos irmãos nos campos foi envolvido por muita caça e muita pesca, habilidades importantes na época.

Ao chegar na fase adulta, eles decidem voltar a Alba Longa para destronar seu tio Amúlio e criar um novo reino. Eles matam o tio e buscam construir um novo império.

Na busca dessa construção, Remo deseja que a nova cidade seja sobre a colina de Aventino e Rômulo queria sobre o Palatino e que se chamaria Roma. Vale lembrar que todos os dois montes ficam nas sete colinas de Roma.

A discussão entre os irmãos acabou com a morte de Remo e a fundação de Roma por Rômulo.

3. ESCULTURAS

Antes de falarmos um pouco sobre a arte e a escultura romana, é importante falar que os romanos se basearam muito nos gregos e nos etruscos como inspiração para suas obras.

Os gregos buscavam a perfeição em cada uma de suas esculturas, pinturas. A influência helenística impactou fortemente as esculturas romanas, entretanto os romanos procuraram manter traços mais fortes da realidade, mesmo bebendo da fonte grega.

A preocupação romana em caracterizar a realidade mantendo a beleza também pode ser vista na arquitetura, especialmente nos relevos.

As duas maiores criações de relevo foram a Coluna de Trajano e a Coluna de Marco Aurélio.

A Coluna de Trajano foi construída no século I da era cristã e os relevos demonstram as lutas do exército romana na Dácia. A descrição história da Coluna faz dela uma espécie de relato mais fiel da realidade das batalhas.

A segunda Coluna (Marco Aurelio) também descreveu um cenário de guerra, mas na Alemanha do Norte. É muito interessante ver como a história vai se gravando pouco a pouco em tudo que o ser humano faz.

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Um detalhe bem interessante é que no período próximo à decadência do império, a arte romana se tornou menos poderosa, por conta de brigas internas (corrida pelo poder) e por pressão externa dos bárbaros que começaram se tornar extremamente fortes.

4. ARQUITETURA

A arquitetura do império romano construiu muitos monumentos que até hoje fazem parte da história da humanidade, da história da Itália e de regiões próximas.

Em relação à arquitetura, as ideias dos etruscos ajudaram muito os romanos na criação de suas mais diversas obras, principalmente o uso de arcos e abóbodas. Esse tipo de estrutura permitiu ampliar espaços internos das construções.

Uma outra inovação interessante foi na entrada dos templos. Os romanos mudaram o estilo dos gregos e colocaram a entrada dos templos com escadarias e um pórtico.

Esse tipo de infraestrutura permitiu que as entradas dos templos fossem diferentes dos outros lados.

CURIOSIDADE!! O concreto romano era diferente do de outros povos, eles usavam a pozolana como uma das matérias para compor as construções. Pozolana é uma espécie de massa vulcânica que tinha/tem na Itália e deu muito resistência às construções.

VOLTANDO

PANTEÃO

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O Panteão é um dos maiores monumentos criado pelos romanos. A palavra Panteão nasce da junção de duas palavras que criam a expressão: lugar para todos os deuses.

Fazendo um parêntese

Roma vivia o politeísmo como fonte de religiosidade. As influências dos povos anteriores marcaram a religiosidade em Roma.

Nesse período, Roma fazia diversos festivais e eventos em homenagem aos deuses, mas em especial Jupiter (pai dos deuses), Minerva (deusa da arte) e Marte (deus da guerra).

Outra forma de cultuar os deuses era através de cultos e oferendas nos lares, uma espécie de santuário em casa. A expressão “LAR” é o nome do tipo de deus que era cultuado em casa. Além disso, existiam os sacrifícios que as pessoas deixavam aos deuses (ex.: fígado, estômago etc.).

PARÊNTESE FECHADO

A construção do Panteão veio no reino do imperador Augusto, por meio do seu braço direito, Marcos Agripa (nome estampado na frente do antigo templo). Entretanto, o Panteão não tinha a aparência atual que só foi atualizado no reinado de Adriano no século II d.C.

O Panteão apesar de ter nascido para cultuar todo tipo de deuses foi mantido como um templo católico depois que Roma se tornou oficialmente católica. Um fator muito interessante é que por ser um templo religioso o Panteão foi conservado nas invasões bárbaras.

Após a transformação em templo católico, o Panteão também serviu para ser mausoléu para personagens muito importantes na história antiga, entre eles: Raffael (pintor), Annibale Caraci (pintor), Vittorio Emanuelle II e Umberto I (reis).

Um outro fator bastante interessante é a forma na qual foi construído a cúpula (também chamada de rotunda). A cúpulo e o óculo (espaço aberto no teto do prédio) foram feitos de estruturas de madeiras com revestimento de materiais mais resistentes.

A parte central na cúpula foi mantida aberta como uma forma de comunicação com os deuses e para que os astrólogos pudessem estudar as mais diversas constelações. Outra função, e provavelmente a mais importante, foi que a rotunda serviu como um alívio ao peso do teto e assim a construção pode se manter em pé.

Em relação à construção dessa cúpula, vale observar que à medida que os romanos iam chegando a parte mais acima, o material ia sendo alterado para ficar cada vez mais leve. Outro fator contribuiu para a sustentação do peso foi o design empregado na parte interna que permitiu usar menos concreto do que deveria.

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O nosso próximo grande monumento é o Coliseu.

COLISEU

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O Coliseu é talvez o maior símbolo da Roma antiga. Os primeiros passou desse monumento chama atenção.

O Coliseu nasceu após o imperador Vespasiano destruir os jardins de Nero e construir o anfiteatro Flávio (como foi conhecido o Coliseu no seu nascimento). A ideia do imperador ao construir era desfazer do egoísmo de Nero e dar algo ao povo de roma.

A construção do Coliseu foi financiada com a venda de objetos sagradas que os romanos saquearam da invasão de Jerusalém.

A acumulação desses bens permitiu construir um espaço para abrigar 50 mil pessoas com uma altura de aproximadamente 12 andares. Toda essa suntuosidade nada mais foi que uma demonstração da força, poder econômico e bélico de Roma.

Um detalhe sobre a construção do Coliseu é que ele também era separado de uma maneira parecida com os estádios atuais, por classes de acordo com a visão que se tinha da arena.

Na verdade, a forma é bem parecida com os estádios de futebol. A divisão era feita da seguinte forma: 1- Os imperadores vinham na parte mais próxima às batalhas; 2 – Os senadores que vinham próximos ao imperador na sua lateral; 3 – Os guerreiros mais importantes do império; 4- Plebeus livres; por fim 5 – Mulheres e escravos.

Um detalhe sobre a infraestrutura é que as partes inferiores tinham muitas câmaras que serviam para criação de diversos ambientes (entrada de animais como leões, onças, rinocerontes etc.) nas arenas ou transportar os guerreiros. Além disso, tudo isso era feito por meio de elevadores manuseados por força humana.

Vamos falar um pouco sobre as batalhas e os guerreiros?

As famosas batalhas do Coliseu não começaram com a inauguração deste excelente ambiente. As primeiras lutas desses lutadores que marcaram a história foram no ano 280 a. C.

Mas de onde será que veio a palavra Gladiador? A palavra gladiador adveio de um estilo de espada que era usada nas batalhas romanas, a gladius.

Houve uma questão que nos intrigou enquanto escrevíamos esse artigo: quais foram os gladiadores mais conhecidos da história de Roma? (A nossa fonte para essa curiosidade foi o site Listverse).

Entre os mais conhecidos vamos mencionar 4 deles, aliás 5, pois dois dos comentados lutaram entre si, vejamos.

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1 – Carpophorus

Esse espetacular gladiador foi conhecido por sua força bestial, isto é, sua capacidade em matar animais. Ele ficou conhecido por que em um dia na arena, ele matou um urso, um leopardo e um leão no mesmo dia. Além disso, outro dia ele conseguiu derrotar um rinoceronte.

2 – Priscus e Verus

Muitas pessoas acreditam que todos os combates na arena do Coliseu resultavam em morte, mas essa informação não é verdadeira. Existiam empates e até mesmo o imperador mandava parar. Um desses casos aconteceu com Priscus e Verus.

A luta entre os dois durou horas e ao final os dois se ajoelharam e abaixaram a espada em sinal de respeito mútuo. Os dois receberam o prêmio rudis (uma espada de madeira que dava a liberdade aos lutadores).

3 – Criso ou Crixus

Criso foi um lutador notável em sua época, ganhou diversas batalhas e foi considerado um dos maiores guerreiros. Ele também foi o braço direito de outro grande guerreiro (que falaremos abaixo) em uma revolução contra Roma.

4 – Espártaco

Por fim, deixamos o melhor para o final. Espártaco sem dúvida foi o guerreiro mais reconhecido da Roma antiga. Ele liderou a Terceira Guerra Civil Servil. Ele foi vendido para um dono de uma espécie de quartel que treinava gladiadores. Esse evento tornou Espártaco um guerreiro cheio de experiência.

A partir de todos os acontecimentos que foram se acumulando na vida do guerreiro, ele resolveu se rebelar contra o seu dono e montou um exército que chegou a 70 mil homens. Roma tentou por diversas vezes derrotas esses homens, mas a experiência de batalha fez os espartanos resistirem bravamente às investidas dos romanos.

VOLTANDO, DE NOVO!!!

AQUEDUTOS

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Os aquedutos romanos ficaram famosos na história humana, pois foram construções que revolucionaram o controle do homem sobre a água corrente. O sistema de aquedutos romanos era composto por 11 aquedutos e alguns deles eram enormes, pra se ter uma noção a soma das extensões chegava à 416 km.

O princípio básico para criação dessas estruturas era extrair água dos locais mais altos e transportá-los por meio de pequenas inclinações até o local mais baixo. Após a chegada na cidade, a água era direcionada para reservatórios e após isso para a casa dos ricos e para as termas.

O aqueduto romano também dependia de bastante manutenção para que a água não ficasse represada por incrustações, além de necessitar de reparo contra quebras.

PINTURAS

A Roma antiga também produziu um número considerável de pinturas e com materiais variados. Entretanto, pode-ser perceber que as pinturas queriam somente retratar o lugar ou algumas pessoas e não se preocupavam com a natureza criativa.

As principais técnicas de pintura dos romanos adveio dos gregos, sendo assim pode-se dizer que a pintura romana é praticamente um braço da pintura grega.

No século XIX, a pintura romana foi classificada em quatro estilos. O primeiro retratava o período republicano e imperial até 27 a.C., aproximadamente.

O primeiro estilo foi bastante simples e era chamado de incrustação. A incrustação era uma espécie de tintura sobre mármores ou tijolos a fim de dar efeitos tridimensionais.

O segundo estilo expandiu o que antes era só em tijolos e mármores para colunas e espaços que dessem a impressão de profundidade e, por conta disso, de realidade.

O terceiro estilo procurou criar mais detalhes nas pinturas e enriquecer a pintura com diversos elementos ao mesmo tempo que adicionavam elementos da vida cotidiana como o campo, gados e etc.

Por fim, o último estilo foi a união de todos eles mármores, pinturas, riqueza de detalhes e com adição de painéis com deuses míticos.

MOSAICOS

O mosaico romano era construído com tesselas, um tipo de peça cúbica formada por rocha, calcário, vidro e cerâmica. Essas peças eram elaboradas nas mais diferentes cores para que o artista pudesse uni-las e fazer o formato que queria, isso era feito com uma espécie de “cimento”.

Os cubos eram feito após os materiais serem cortados em lâminas, depois tiras e por fim cubos. Essas misturam também poderiam conter ouro ou prata, mas nesse caso deveria haver uma junção com vidro e depois ir ao forno.

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http://listverse.com/2013/04/02/10-famous-gladiators-from-ancient-rome/

http://www.infoescola.com/historia/aquedutos-romanos/

https://www.youtube.com/watch?v=AGG-KI0WtmI

http://www.labeee.ufsc.br/~luis/ecv5644/aqu.pdf

http://www.todamateria.com.br/pintura-romana/

http://www.momentosdehistoria.com/MH_03_04_01_interest.htm